quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Marketing Daily de cara nova!!!
O visual, também, será alterado...
Aproveito para dar boas vindas ao Moacir Peterle Junior, que foi meu colega de graduação, e participou comigo da empreitada do trabalho final. Tenho certeza que iremos ganhar muito em debates.
E gostaria de agradecer a Rany pela participação e as portas estarão sempre aberta para você.
Abraço a todos
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Profissionais 2.0
Quando falamos sobre inovação, existe a tendência de ficarmos focados nos avanços tecnológicos ou na melhoria da produtividade que a mesma pode nos oferecer. No entanto, a inovação traz conseqüências sociais, educacionais e até mesmo trabalhistas. Encontramos uma amostra dessa tendência nos nativos digitais e nas mudanças que eles estão provocando no ambiente corporativo.
Nativos digitais são pessoas que conhecem profundamente o uso das novas tecnologias. Geralmente, nasceram nos anos 90 e cresceram rodeados por computadores, internet, celulares, etc., porém, o termo engloba qualquer indivíduo que interage de forma natural com a tecnologia, independentemente da idade e ou classe social.
Atualmente, como a grande maioria dos nativos digitais ainda está na faculdade ou no colégio, existe um grande debate sobre os métodos e a forma de educação para esses estudantes, já que muitos dominam as novas ferramentas tecnológicas melhor que seus próprios professores (um exemplo da chamada brecha digital). Mas se dermos um passo além, o que acontecerá nos próximos anos quando esses estudantes entrarem no mercado de trabalho de forma massiva? Será que as empresas estão preparadas para aproveitar o potencial desse novo tipo de profissional? Ou, ainda, estão dispostas a realizar uma série de mudanças para se tornarem atraentes para esse novo funcionário? Essas são as questões a se debater nesse artigo.
Nas empresas em que os nativos digitais já estão atuando, podem-se notar características diferentes: a percepção da privacidade mudou, pois em muitos casos a identidade pessoal está ligada à informação digital (uso de redes sociais); a forma como realizam seu aprendizado ou a sua formação é mais ágil e normalmente on-line, por isso não entendem o ambiente de trabalho sem ferramentas colaborativas (chat, p2p, blogs, fóruns, wikis, etc.); buscam e precisam de mais autonomia; e, por último, possuem um sistema diferente de valores trabalhistas, com mais ênfase na colaboração e na inovação, mas, também, visando uma maior capacidade de mobilidade.
No que se refere às mudanças no aspecto puramente tecnológico, as empresas devem se perguntar: considerando as ferramentas à disposição dos funcionários, faz sentido manter determinados serviços corporativos? Por exemplo, oferecer uma conta de e-mail corporativo quando todos os colaboradores já possuem contas pessoais e estão totalmente identificados com elas. Se os empregados estão cada vez mais acostumados ao uso dos ambientes virtuais e das ferramentas colaborativas, por que não usá-los de forma efetiva, permitindo reduzir custos em reuniões e em cursos de formação? Se há trabalhadores já habituados ao uso de novos dispositivos móveis, não haveria a possibilidade de implantar soluções de mobilidade e de trabalho remoto?
Se pensarmos no terreno organizacional, há que se adaptar a mentalidade e a filosofia corporativa: as empresas devem se posicionar mais como redes e menos como hierarquias para poder aproveitar as melhores características desse novo trabalhador. Um exemplo pode ser encontrado nos processos de contratação de novos colaboradores. As redes sociais passam a ter um papel fundamental na seleção de talentos e é nesse ambiente que devem se mostrar atraentes aos olhos dos novos trabalhadores. Deve-se adotar um modelo de "empresa 2.0", criando um diálogo entre a direção, os trabalhadores e os clientes. O objetivo é criar uma comunidade, na qual a empresa se apresenta a seus futuros funcionários, assim como a seus possíveis novos clientes.
Considerando as mudanças educacionais e trabalhistas que os nativos digitais estão causando, as empresas têm que se atualizar e lutar para diminuir a defasagem que existe entre o uso das últimas tecnologias por parte dessa nova geração e o modo de trabalho mais tradicional, uma diferença que repercute na eficiência de todos os trabalhadores.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Os mecenas estão fugindo!
No sábado, estive em um workshop do saxofonista Leo Gandelman, e ele contou sobre sua formação musical, uma carreira montada destro de casa, já que seus pais são musicistas, e ele usou uma frase do Einstein, quando ele fala que são “90% de transpiração e 10% de inspiração”, confirmando que a teoria, o conhecimento, é importante para que o profissional de qualquer área esteja preparado para dar o melhor do seu desempenho. E ele falou que gosta de ser um músico de estúdio, pois passou a infância dele dentro de um.
Mas aproveitei a abertura das perguntas para questioná-lo sobre o mercado musical, já que hoje os consumidores não se importam mais em comprar um CD ou um DVD, é muito mais fácil fazer um download ou até mesmo comprar qualquer uma destas mídias na rua. E perguntei também, se os shows passaram a ser uma alternativa para fazer dinheiro. A resposta foi direta, “estamos penando, pois tem toda uma estrutura de profissionais que produzem lindos discos, e tem um trabalho filosófico em cima do disco de cada faixa, da capa, pois tudo tem um por que. Mas, isso acabou com o advento da internet. O que seria um instrumento para ajudar na divulgação e disseminação dos trabalhos acabou sendo um grande empecilho”. E sobre os shows ao vivo, ele falou sobre os patrocinadores que desapareceram com a crise financeira mundial. “Os mecenas, da antigamente que eram os reis e imperadores, membros da corte e da burguesia que bancavam os artistas antigamente, fazendo o convívio entre estas classes fossem de harmonia, não existem mais. Os mecenas, que hoje são as empresas, que alias, não fazem isso de graça, pois estão de olho em atingir o público

destes artistas com suas marcas, suspenderam todo o investimento nas áreas culturais, e não da para hoje um artista se apresentar sem essa parceira, o custo do ingresso repassado para público seria altíssimo, coisa de R$ 500,00, o que fatalmente não atrairia estes consumidores”.
Grandes festivais como o Tim Festival e Prêmio Tim que movimentaram o mercado no ano passado, como sendo um dos principais eventos dos últimos tempos, foi cancelado para este ano, por causa da crise. Mas, contra tudo isso esta o Banco do Brasil que destina para cultura neste ano, mais de R$ 40.000.000,00 em investimentos, se tratando de dinheiro público fica mais fácil. O governo, por conta da crise, já diminuiu os investimentos em cultura em mais de 20%.
É preciso, na verdade, de uma maior política pública com relação a investimentos, não só em cultura, mas também com relação ao esporte. Porque não pensar, em aumentar por um tempo a margem de incentivo das empresas, hoje por volta de 1% no caso dos esportes, e até 4% para a cultura. É pouco!
Por outro lado, as empresas têm reclamado da falta de projetos consistentes, ainda mais neste período de crise. Os projetos, não visam com clareza o retorno financeiro e de imagem, e de como será aplicado os recursos. Os profissionais na área sabem disso, e é preciso uma maior especialização neste setor e melhorar os projetos destinados a todo tipo de patrocínios, seja ele cultural ou esportivo, por que senão os mecenas irão fugir.
O que você tem feito para mudar essa situação?
quarta-feira, 11 de março de 2009
Atendimento ao consumidor

O movimento e as palavras se tornaram robóticos, técnicas e mais técnicas foram usadas ao pé da letra, mas ainda faltava na outra ponta, algo que fechasse o ciclo.
Percebeu-se que mesmo dando a notícia com um sorriso nos lábios e um pedido de desculpas, isso não tirava a má impressão causada no cliente ao dizer-lhe que seu pedido não estava pronto, que veio errado ou que não poderia cumprir com o prometido.
Antes mesmo de vender, o mais solícito vendedor não consegue atender bem se primeiro não ouve o que o cliente busca. Ofertar com a melhor das intenções não satisfaz o cliente que está em busca de preencher sua necessidade ou desejo com determinado produto.
Sim, atender com excelência começa lá, na necessidade e desejo do consumidor.
Os princípios mais básicos do Marketing levaram séculos para ser percebidos e receber a atenção merecida por parte dos varejistas. Antes de idealizar é preciso perguntar, pesquisar, ir a fundo na vontade do público, ouvir, entender, oferecer e entregar o produto que ele precisa, que ele idealizou adquirir. O sorriso, a boa educação e gentilezas são de extrema importância, mas sozinhas não podem fazer milagres. A excelência no atendimento começa na idéia e continua num ciclo que não deveria ter fim.