sexta-feira, 15 de maio de 2015

Variação negativa do varejo!

Vendas no varejo variam -0,9% em março. A sensação que as pessoas pararam de comprar supérfluos para focar em produtos de primeira necessidade e que não podem faltar, como arroz e feijão. Neste mar de sinais negativos, os setores que apresentaram em março variação positiva foram os de artigos pessoais e domésticos, o setor farmacêutico (quem para de comprar remédio, que ainda teve alta nos preços recentemente?), e o setor de móveis para escritório. 
Contudo, o cenário remete a uma mudança de comportamento do consumidor, que vem perdendo o seu poder de compra e focando nas suas necessidades primárias. Segue o link do IBGE... http://cod.ibge.gov.br/4ek9h

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Inovação no momento de crise

Na segunda fui a uma loja de equipamentos elétricos a procura de um prestador de serviço para acertar a antena de casa, e entrei em uma conversa sobre o cenário de baixa nas vendas da loja. Ele reclamava que suas vendas caíram mais de 70% e que ele não tem como explicar isso em casa de como os clientes sumiram de uma hora para outra.

Conforme citei no texto anterior o mercado, o poder de compra do consumidor, esta encolhendo e estes por sua vez tem que escolher muito bem o que comprar e a hora de comprar. Às vezes algo que pode aguardar uma manutenção acaba ficando para depois. E no caso da loja de eletrônicos, apesar de ter um mix interessante de produtos, a sua grande maioria e para equipamentos de TV, como suporte fixador na parede, cabos, antenas. E infelizmente, é o mercado que esta sofrendo e muito com esta perda real de compra dos clientes.

Logo, os investimentos que estavam previstos para melhorar a loja, acabaram ficando para frente, e esta desmotivação contamina o pequeno empresário, que às vezes tem as contas apertadas para se manter e segurar os bons funcionários. Triste!

Crise e oportunidade, se eu não me engano, em chinês tem o mesmo ideograma, e são nestas horas que pequenas ideias, as inovações, surgem e faz com que o empresário se fortaleça para quando vierem dias melhores, este possa nadar de braçada.

Por isso a capacitação do empresário e de seus funcionários pode manter esta chama competitiva acessa nos seus negócios. Inovar através de campanhas que atraiam quem esta a sua procura (nem todo mundo deixou de comprar TV), faça diferente. Como esta a sua comunicação via redes sociais, por exemplo. Invista em algo além do produto da sua loja. Não venda a antena digital, venda a melhor imagem que a pessoa possa ter ao utilizá-la.

Esse pode ser o caminho. E aí concordam?

Ricardo Freire

sexta-feira, 8 de maio de 2015

É hora da peleja!

O aumento dos serviços, como a de combustível e energia, que teve elevação acumulada no ano de 28,03%, segundo o IPCA-IBGE, com um aumento por conta da bandeira tarifária de 83,33%. E segundo a mesma pesquisa “o consumidor está pagando neste ano, em média, 38,12% a mais pelo uso da energia, enquanto nos últimos doze meses as contas estão 59,93% mais caras”. Vitória com 26,34% acumulada no ano é uma das capitais que influenciaram neste aumento, menor que Curitiba, que foi a principal com 49,81%. Logo, esta acabando com o poder de compra dos consumidores, já que o aumento médio dos salários não acompanharam estes números.

Aumento também considerável no desemprego. O índice de 7,9%, registrado nos três primeiros meses de 2015, é bem maior que o do período imediatamente anterior, e ficou acima da taxa do primeiro trimestre de 2014 (G1- Globo.com). “Entre as mulheres e os jovens, o desemprego é maior. A taxa foi de 6,6% para os homens e de 9,6% para as mulheres. Dos jovens de 18 a 24 anos, 17,6% estavam sem trabalho nos primeiros três meses do ano, mais que o dobro da média nacional, que foi de 7,9%.”
Para piorar o quadro o índice de confiança do comércio caiu 8,2%, segundo a CNC, e a intenção de contratar dos empresários é de -6,9%.

Esses números explicam o ambiente no comércio. É só andar pelas ruas e ver a quantidade de lojas e food services vazios. Aliás, este último seguimento foi o grande focos e tem perdido para alimentação em casa. Os supermercados agradecem apesar do IPCA para o segmento ser a mesmo, variação de 0,97% no mês. Mesmo assim o segmento tem segurado um pouco a inflação acumulada de 8,17%, bem acima da meta do governo de 6,5% (kkk, só rindo mesmo).

Logo, este momento tem que ser de preparação, de desafios, de inovação.

Para o comércio e serviços não tem outro jeito. Inovar nas campanhas, aproveitar a “hora da verdade”, em que o consumidor esta presente para encantar. Seja com promoções relâmpagos, como estouro de bolas com desconto (aliás, já vi 3 lojas fazendo a mesma coisa em Colatina), mas a vivência tem que ser prazerosa. O atendimento é fundamental neste período. Invista em treinamento de equipe.

Atraia seus clientes. A comunicação, através de banners e panfletos, rádio... são tantas ferramentas, que devem ser utilizadas ao máximo. Os consumidores tem que ser comunicados que tem promoção na sua loja. Olha o Facebook aí!!!!

E para quem esta empregado, e também, para os que estão à procura de um, é o momento de se especializar. As empresas estão contratando pouco e por isso estão com foco em pessoas preparadas, que não precisam ser treinadas no ambiente de trabalho e que somem com pró-atividade e criatividade para auxiliarem a sair desta “recessão” aparente. Profissionais empreendedores. Principalmente os jovens que estão sendo convidados a entrarem no mercado de trabalho para ajudar em casa, e muitas vezes abdicando do estudo. Atenção isso pode ser uma armadilha.

“Enquanto houver vontade de lutar, haverá esperança de vencer”. (Santo Agostinho)

Vamos à luta em tão!

Ricardo Freire